quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Oi

Que fique bem claro que

 Eu não morri porque eu não tomei a dose correta do remédio, porque estamos numa Pandemia, porque faltou isso ou aquilo, morri rico, morri gordo, morri com quase três pares de tênis, com carro, com loja, com tudo, eu só não tive respeito e eu morri porque eu tô cansado, foi isso

Sobre o Estado e os Direitos

 Toda pessoa deveria ter o direito ao suicídio assistido pelo Estado, indolor e prático, um segundo, só o tempo de falar ái e pronto

Meu Testamento

 Eu deixo meus livros para Thomas Lopes Whyte, minhas roupas poderão ser doadas e dadas a Thalita, minha ex-namorada, o sabre de luz podem dar pra alguém que goste muito de star Wars, o diploma de economia pode dar pro meu pai enfiar lá na cachirola, bom, acho que não tem mais nada.

Ovos Fritos

 Eu queria muito me matar pra acabar com essa dor, essa esquizofrenia que é viver, para calar as dores, e o mais irônico de tudo isso é que eu fiz tudo certo, tudo conforme manda o roteiro, mas eu não aguento mais passar sufoco...se acharem esse texto vão chamar *aquela* psicóloga pra tratar e vai dar tudo certo de novo... vão chamar os kardecs, donos da moral, vão dizer que a péssima relação que eu tenho com meu pai é culpa minha, de vidas passadas e eu vim aqui pra pagar, eles adoram um boleto, CULPA, PAGAMENTO, CASTIGO, SAL GROSSO, já que né, sou um terror de pessoa que sempre se esforçou em ser babaca e mau, sempre quis fazer filé com o fígado dos outros...bom, nessa sanha de não saber e se inventar o que não sabe, o ser humano vai longe, bem na canaleta da sarjeta. Já que não tem nada pra fazer eu brigo com meu filho.


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Será?


Será que a esquerda que habita as faculdades e universidades quer mesmo que a democracia seja radicalizada ou que os direitos sejam, de fato, universalizados?
Não questiono aqui a importância da militância em diversos aspectos, movimento negro, feminista, gay, dentre outros, mesmo porque, sendo homem, hétero e branco eu não estou querendo me colocar contra isso, e nem tenho direito de criticar esses movimentos. 
O que eu questiono é a abertura do espaço de discussão para o público.
Muitas vezes existem vários núcleos de várias correntes científicas dentro dos diversos cursos na Universidade, super interessantes, seriam úteis a beça para criar espaços de um "pensar diferente e alternativo,. mas é tudo tão fechado, engessado, não vejo diálogo com as pessoas comuns e que não tem contato com as instituições de ensino superior. 
E se tem é de uma maneira quase de solidariedade, "vamos ajudar os necessitados", "olha como eu sou bacana", "sou democrático, estou ajudando o outro". 
Quase não dá para ter uma conversa, falar o mesmo idioma, da galera do lado de fora.
Eu acho isso estranho. O primeiro passo é falar que as pessoas são alienadas e não se interessam por questões mais complexas e que elas deveriam se interessar e ir atrás.
Creio que a responsabilidade, na verdade, é o inverso, nós é que deveríamos ir atrás e jogar os "muros" da universidade no chão.
Existem códigos, sinais, e outros elementos que não dão naturalidade as pessoas de fora a procurar as instituições de ensino público.
As pessoas não sentem que aquilo é delas, que elas podem ter um livre trânsito ali, se inserir em projetos, viver uma vida completa.
Meu palpite: a universidade não é pública de fato, ela pertence a uma elite cultural, e essa elite se auto-perpetua ali dentro, não creio que seja do interesse dessa elite perder seu privilégio.
Inclusive acho, que muito da credibilidade intelectual, além do fato do conhecimento científico ser hiper-mega-ultra estimado, existe o aspecto clubista, exclusivista, são poucos que o detém. 
A esquerda é elitizada, não consegue dialogar com as pessoas comuns, possui um palavreado próprio, que só quem sabe a linguagem pode utilizar. E isso é péssimo, afasta as pessoas.
Fora as cagações de regra que a gente percebe em determinados espaços, existe até uma norma superior de comportamento, roupas, e gosto musical que as pessoas ali tem que ter. Tudo muito de elite. Escutar um sertanêjão, um Pop, é proibido. Eu mesmo já escutei que eu tinha que aprender a escutar música boa. É tudo muito faz de conta e pouca prática. 
E, pra mim, o principal são as pessoas, porque não existe mudança sem público, e se se pretende fazer um governo mais democrático, precisa-se de pessoas influenciando e se posicionando de maneira mais direta nas coisas. 
Acredito que as políticas de inclusão social dos últimos governos foram interessantes por isso, mais "gente de fora", vai se apropriar das universidades.
Agora vem um paradoxo, se é desejo da esquerda a libertação da classe trabalhadora, porque a esquerda intelectual ainda prima por ser exclusivista e não consegue dialogar com o resto das pessoas?
Será que existe mesmo um interesse que se torne as coisas mais horizontais e democráticas, ou existe um desejo de manter uma relação de poder?

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Nó mano

Caétes melhor rua do sucão, kkkkk
Fonte: Google Maps



















suas curva me deixa loco
seu caminhar balanceado,
sobe esquerda, desce direita
sobe direita, desce esquerda
que requebrado
tua pele de bombom delícia
é que mais desperta em mim a cobiça
desse seu quadril largo
que perfeição
que poesia
esses coxão e sua cintura phyna
teus cabelo encaracolado
parece mais uns coquerio
queria abrir o berreiro
e dizer
vamos namorar o ano inteiro?
minha filha, és devaneio puro
tuas proporções, bumbum, quadril, coxa
me faz querer perder qualquer razão
ficar abobado que nem trouxa
pra finalizar o mel
tu me encanta como o céu
duma tarde fria na caetés
mulher estou aos seus pés
diz pra mim quem tu és